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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Abrolhos - Pelenco e as Baleias


Quem é a Perenco?
Famosa por extrair petróleo em lugares de difícil acesso, como áreas de mata nativa e de reservas indígenas da Amazônia peruana, a multinacional franco-britânica Perenco é ainda uma desconhecida no Brasil.
Fundada em 1975 como empresa de serviços logísticos para o setor de petróleo, a Perenco logo se especializou em perfuração. Seus primeiros campos foram comprados em 1986, nos EUA, e em 1992, no Gabão. Atualmente, a empresa produz 275.000 barris de petróleo por dia nos 16 países em que atua.
No Brasil, a Perenco atualmente é proprietária de cinco blocos de exploração de petróleo em águas profundas. Destes, dois estão localizados dentro da área de moratória de Abrolhos.
"Fantasiados de baleias, ativistas do Greenpeace ocuparam entrada da sede da petroleira Perenco, no Rio de Janeiro, pelo fim da exploração de gás e óleo em Abrolhos."

Na ausência de resposta da multinacional franco-britânica Perenco, cobrada pelo Greenpeace a aderir a uma moratória de exploração de petróleo na região de Abrolhos, mais importante bancos de corais do Atlântico Sul, baleias foram pessoalmente ao edifício que sedia os escritórios da empresa, no Rio de Janeiro, para relembrá-los da proposta.
As baleias, na verdade ativistas do Greenpeace fantasiados foram recebidas por outros membros da organização, estes vestidos de empregados da Perenco, sob jatos de um líquido preto, não tóxico, que imitava petróleo. A manifestação tomou ares de teatro, em um embate entre os animais, representantes da rica biodiversidade de Abrolhos, e as petroleiras. Instigada a se pronunciar sobre o protesto, a Perenco manteve-se em silêncio.
As baleias são protagonistas de uma campanha lançada pelo Greenpeace para chamar a atenção para os perigos que a atividade petrolífera representa para a flora e a fauna marinha de Abrolhos. A baleia jubarte, mamífero ameaçado de extinção, é uma das espécies que podem ser gravemente afetadas em caso de acidentes ou vazamentos de óleo.
“Dado o histórico de acidentes com exploração de petróleo em alto-mar no mundo, está claro que não existe segurança total. A Perenco sabe disto, mas se omite diante da responsabilidade de abrir mão de suas atividades em uma região de alta prioridade para a biodiversidade brasileira”, diz Leandra Gonçalves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.
Foto do Acontecimento:
Baleias no saguão do prédio onde fica a petroleira Perenco pedem fim da exploração de petróleo em Abrolhos. Foto: Greenpeace / Marizilda Cruppe
Veja todas as fotos clicando aqui!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Agora quem ajuda ganha!

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Bate papo sobre Abrolhos | Brasil

Bate papo sobre Abrolhos | Brasil
Clique no linke as 17:00 horas, faça seu cadastro no site do Greenpeace e participe do bate papo!

Saiba mais sobre a campanha
Veja o site da campanha e assine a petição: www.greenpeace.org.br/abrolhos
Twitter: @greenpeaceBR @coralcerebro

Carta Petrobrás- Online

Na postagem anterior falamos sobre uma carta feita Petrobrás para o Greenpeace, veja-a a seguir:


Petrobras e Abrolhos

No dia 25/08/2011 a empresa Petrobras enviou uma carta ao Greenpeace afirmando que não explora pretóleo em um raio de 50 km do parque nacional e marinho de Abrolhos, veja asseguir a matéria feita pelo Greenpeace sobre essa noticia:

A Petrobras, em resposta a uma carta do Greenpeace, afirma que não explora petróleo em um raio de 50 km em torno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, assumindo este como o limite legal da área de proteção ambiental. De fato. Já que é assim, poderia aceitar a proposta do Greenpeace: uma moratória de exploração de gás e petróleo por 20 anos em uma zona de 93 mil quilômetros quadrados.
A carta do Greenpeace para a Petrobras e outras nove companhias petrolíferas que têm blocos de produção encostados nos Abrolhos foi enviada em 26 de julho dentro de uma campanha lançada no mesmo mês pela organização. Nela, o Greenpeace explica a necessidade de se estabelecer uma área livre da atividade petrolífera na região de Abrolhos, maior e mais exuberante banco de corais do Atlântico Sul, para muito além dos limites legais atualmente protegidos.
A resposta da estatal é surpreendente porque está em choque com a atitude de seu principal acionista, o governo federal, que lutou tenazmente para derrubar a decisão da Justiça, que determinava uma zona de exclusão de exploração petrolífera no mesmo raio de 50 km no entorno de Abrolhos. Veja aqui a íntegra da carta da Petrobras
Ou seja, a posição da Petrobras pode ser vista como um começo, porém aquém do necessário. A área de 93 mil quilômetros quadrados proposta pelo Greenpeace foi determinada por estudos científicos para evitar que acidentes de qualquer tipo contaminem a biodiversidade de Abrolhos.
A moratória afeta treze blocos de exploração de petróleo atualmente sob concessão. A Petrobras é a empresa com mais operações na região, atuando em sete blocos.
“O fato de a Petrobrás reconhecer este limite de 50 km é um passo importante, mas insuficiente para garantir a segurança da biodiversidade em Abrolhos. A ciência já comprova que a maior área de recifes de corais do Atlântico Sul precisa de mais proteção, e as empresas podem dar o primeiro passo nessa direção”, declara Leandra Gonçalves, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Por outro lado, é decepcionante saber que a empresa, que patrocina projetos de preservação de baleias e tartarugas marinhas em Abrolhos, continue fechando os olhos à necessidade de se ampliar essa zona de proteção”, lamenta.
Poucas respostas
Além da Petrobras, somente a anglo-holandesa Shell e a angolana Sonangol responderam às cartas do Greenpeace Brasil. As outras sete empresas ignoraram a proposta de moratória. São elas: Vale, Perenco, OGX, Repsol Sinopec, Vipetro, Cowan e HRT.
A Shell agiu como Pôncio Pilatos. Preferiu lavar as mãos. Afirmou não ter o controle de nenhum dos três blocos em que participa como sócia e que não pode decidir pelo destino das operações. A Sonangol diz que sua concessão localiza-se em terra e que, portanto, ela não tem nada a ver com Abrolhos, que está no meio do mar. Trata-se de uma grossa bobagem, como certamente seus técnicos devem saber. Afinal, a concessão dos angolanos fica em cima bacias hidrográficas na costa baiana, cujas águas correm para o mar. Caso haja um vazamento, ele inevitavelmente seria levado pelos rios em direção ao oceano. 
Todas as três empresas destacam ainda que suas atividades desenvolvem-se sob os mais rigorosos padrões internacionais de segurança operacional – não detalharam quais – e são licenciadas pelos órgãos ambientais responsáveis. Exatamente como as operações da BP (British Petroleum), que causaram o maior desastre ambiental dos EUA, no Golfo do México, ou do recente derramamento de 200 toneladas de óleo no Mar do Norte, provocado pela Shell.
Farol da Ilha de Santa Barbara

Ao vivo

Ontem milhares de pessoas receberam um email do greenpeace convidando a todos para participar de um bate papo ao vivo com Leandra Gonçalves,Coordenadora de campanhas do Greenpeace, hoje as 17:00.
Para conferir o email clique aqui!