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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Petrobras e Abrolhos

No dia 25/08/2011 a empresa Petrobras enviou uma carta ao Greenpeace afirmando que não explora pretóleo em um raio de 50 km do parque nacional e marinho de Abrolhos, veja asseguir a matéria feita pelo Greenpeace sobre essa noticia:

A Petrobras, em resposta a uma carta do Greenpeace, afirma que não explora petróleo em um raio de 50 km em torno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, assumindo este como o limite legal da área de proteção ambiental. De fato. Já que é assim, poderia aceitar a proposta do Greenpeace: uma moratória de exploração de gás e petróleo por 20 anos em uma zona de 93 mil quilômetros quadrados.
A carta do Greenpeace para a Petrobras e outras nove companhias petrolíferas que têm blocos de produção encostados nos Abrolhos foi enviada em 26 de julho dentro de uma campanha lançada no mesmo mês pela organização. Nela, o Greenpeace explica a necessidade de se estabelecer uma área livre da atividade petrolífera na região de Abrolhos, maior e mais exuberante banco de corais do Atlântico Sul, para muito além dos limites legais atualmente protegidos.
A resposta da estatal é surpreendente porque está em choque com a atitude de seu principal acionista, o governo federal, que lutou tenazmente para derrubar a decisão da Justiça, que determinava uma zona de exclusão de exploração petrolífera no mesmo raio de 50 km no entorno de Abrolhos. Veja aqui a íntegra da carta da Petrobras
Ou seja, a posição da Petrobras pode ser vista como um começo, porém aquém do necessário. A área de 93 mil quilômetros quadrados proposta pelo Greenpeace foi determinada por estudos científicos para evitar que acidentes de qualquer tipo contaminem a biodiversidade de Abrolhos.
A moratória afeta treze blocos de exploração de petróleo atualmente sob concessão. A Petrobras é a empresa com mais operações na região, atuando em sete blocos.
“O fato de a Petrobrás reconhecer este limite de 50 km é um passo importante, mas insuficiente para garantir a segurança da biodiversidade em Abrolhos. A ciência já comprova que a maior área de recifes de corais do Atlântico Sul precisa de mais proteção, e as empresas podem dar o primeiro passo nessa direção”, declara Leandra Gonçalves, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Por outro lado, é decepcionante saber que a empresa, que patrocina projetos de preservação de baleias e tartarugas marinhas em Abrolhos, continue fechando os olhos à necessidade de se ampliar essa zona de proteção”, lamenta.
Poucas respostas
Além da Petrobras, somente a anglo-holandesa Shell e a angolana Sonangol responderam às cartas do Greenpeace Brasil. As outras sete empresas ignoraram a proposta de moratória. São elas: Vale, Perenco, OGX, Repsol Sinopec, Vipetro, Cowan e HRT.
A Shell agiu como Pôncio Pilatos. Preferiu lavar as mãos. Afirmou não ter o controle de nenhum dos três blocos em que participa como sócia e que não pode decidir pelo destino das operações. A Sonangol diz que sua concessão localiza-se em terra e que, portanto, ela não tem nada a ver com Abrolhos, que está no meio do mar. Trata-se de uma grossa bobagem, como certamente seus técnicos devem saber. Afinal, a concessão dos angolanos fica em cima bacias hidrográficas na costa baiana, cujas águas correm para o mar. Caso haja um vazamento, ele inevitavelmente seria levado pelos rios em direção ao oceano. 
Todas as três empresas destacam ainda que suas atividades desenvolvem-se sob os mais rigorosos padrões internacionais de segurança operacional – não detalharam quais – e são licenciadas pelos órgãos ambientais responsáveis. Exatamente como as operações da BP (British Petroleum), que causaram o maior desastre ambiental dos EUA, no Golfo do México, ou do recente derramamento de 200 toneladas de óleo no Mar do Norte, provocado pela Shell.
Farol da Ilha de Santa Barbara

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